O Rio de Janeiro parou para lamentar uma tragédia que parecia ter sido evitada. Mariana Tanaka Abdul Hak, de apenas 20 anos, não resistiu aos ferimentos sofridos após ser atropelada por uma van em plena Zona Sul carioca. A jovem, que havia acabado de chegar da Europa para iniciar sua carreira profissional, faleceu no domingo, 17 de maio de 2026, um dia depois do acidente ocorrido na tarde de sábado, 16 de maio.
O impacto emocional foi imediato e profundo. Mariana era filha de Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e de Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires. Ela estava no Brasil há apenas algumas horas, vindo diretamente da Itália e França, onde concluiu seus estudos em administração.
Os minutos finais: um sonho interrompido
A cena era típica de um reencontro familiar feliz, mas terminou em horror. Por volta das 17h, Mariana caminhava com sua mãe na calçada da esquina entre as ruas Vinicius de Moraes e Visconde de Pirajá, no bairro de Ipanema. Elas acabavam de deixar as malas no novo apartamento da jovem.
Segundo testemunhas ouvidas pela TV Globo e relatadas pelo G1, o motorista de uma van de entregas tentou desviar bruscamente de um ciclista. O veículo perdeu o controle, invadiu a calçada e atingiu mãe e filha. Um entregador também ficou ferido no impacto. A violência do choque foi tamanha que Mariana sofreu múltiplas fraturas e um grave traumatismo craniano.
Socorristas levaram as vítimas ao Hospital Municipal Miguel Couto, localizado no Leblon. Enquanto a mãe recebeu alta hospitalar — embora precise continuar tratamento em São Paulo e ainda use cadeira de rodas —, Mariana não resistiu às complicações internas e veio a óbito nas primeiras horas do dia seguinte.
Duas versões para o acidente
A investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro está sendo conduzida pela delegacia do Leblon. Até o momento, existem duas narrativas conflitantes sobre a causa exata do desastre.
- Versão das testemunhas: O motorista teria freado ou virado o volante abruptamente para evitar bater em um ciclista que cruzava sua frente, perdindo assim a estabilidade do veículo.
- Versão do condutor: Ao prestar depoimento, o motorista alegou que houve uma pane mecânica no motor da van, o que teria causado a perda súbita de controle.
O condutor testou negativo para álcool e drogas (BAC zero) e foi liberado após o interrogatório preliminar. No entanto, perícias técnicas foram realizadas no local do acidente para analisar marcas de frenagem e danos estruturais à van.
Uma promessa da indústria cosmética
Mais do que a posição política da família, a morte de Mariana chocou por seu potencial profissional. A jovem poliglota havia sido contratada pela L'Oréal, gigante global dos cosméticos, para trabalhar em seu escritório no Rio de Janeiro.
Formada na Europa, ela planejava trilhar uma carreira sólida no setor privado, longe dos holofotes da política. Seu pai, Ibrahim, confirmou à revista Veja que a filha estava radiante com a nova oportunidade. "Ela chegou cheia de sonhos", disse ele, em declaração emocionada. O corpo de Mariana será trasladado para São Paulo, onde o sepultamento está previsto para ocorrer na quinta-feira seguinte ao acidente.
Impacto na segurança viária
O caso reacendeu debates urgentes sobre a segurança de pedestres em grandes centros urbanos. Ipanema é conhecida por suas calçadas movimentadas e fluxo intenso de veículos de entrega, especialmente durante horários de pico. Especialistas em trânsito apontam que invasões de calçadas por veículos maiores, como vans, são particularmente letais devido à massa do veículo.
A mãe de Mariana, Ana Patrícia, segue em recuperação física e emocional. A família pede privacidade neste momento de luto, mas a repercussão midiática garante que o caso permanecerá sob os olhos da sociedade enquanto a justiça apura as responsabilidades civis e criminais envolvidas.
Perguntas Frequentes
Quem era Mariana Tanaka Abdul Hak?
Mariana tinha 20 anos e era administradora formada na Europa (Itália/França). Era filha de Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor do presidente Lula, e de Ana Patrícia Neves Abdul Hak, diplomata brasileira. Havia acabado de chegar ao Rio para trabalhar na L'Oréal.
O que causou o atropelamento em Ipanema?
Há duas versões: testemunhas dizem que o motorista desviou de um ciclista e perdeu o controle; o motorista alega pane no motor da van. Ele testou negativo para álcool e drogas e a perícia técnica continua.
Como está a saúde da mãe de Mariana?
Ana Patrícia Neves Abdul Hak foi liberada do Hospital Miguel Couto, mas segue com sequelas físicas, utilizando cadeira de rodas temporariamente. Ela passará por novos exames em São Paulo.
O motorista foi preso?
Não. Após prestar depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro e testar negativo para substâncias psicoativas, o condutor foi liberado. A investigação criminal permanece aberta para determinar negligência ou imprudência.
Quando será o enterro de Mariana?
O corpo de Mariana foi trasladado para São Paulo. O sepultamento está agendado para a quinta-feira seguinte ao acidente, reunindo familiares e amigos da capital paulista.
Maria Cardoso
Trabalho como jornalista de notícias e adoro escrever sobre os temas do dia a dia no Brasil. Minha paixão é informar e envolver-me com os leitores através de histórias relevantes e impactantes.
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